Resumo de notícias desta segunda-feira

11/02/2019 - 09:00

Flamengo

Serão sepultados nesta segunda-feira (11) os corpos dos últimos 5 mortos do incêndio que atingiu o Centro de Treinamento do Flamengo na última sexta-feira (8). Samuel Thomas de Souza Rosa, de 15 anos, vai ser enterrado durante a tarde no Cemitério de Vila Rosali, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Os corpos dele e de Jorge Eduardo Pereira dos Santos foram os últimos a serem identificados e liberados pelo Instituto Médico Legal. Neste domingo (10), 5 atletas foram enterrados sob forte comoção. Ainda nesta segunda-feira, será realizada uma reunião na sede do do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) para buscar soluções imediatas relativas às famílias das vítimas e a regularização das instalações do clube. Participarão da reunião integrantes do MPRJ, da Defensoria Publica, da Secretaria de Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e da Prefeitura do Rio. A diretoria do Clube de Regatas do Flamengo também foi convidada e confirmou presença. (G1)

Flamengo I

Os 10 jogadores mortos são Christian Esmério, 15 anos; Arthur Vinícius de Barros Silva Freitas, 14 anos; Pablo Henrique da Silva Matos, 14 anos; Bernardo Pisetta, 15 anos; Vitor Isaias, 15 anos; Samuel Thomas Rosa, 15 anos; Athila Paixão, 14 anos; Jorge Eduardo, 15 anos; Gedson Santos, 14 anos; e Rykelmo Viana, 16 anos. Entre os feridos estão Cauan Emanuel, de 14 anos, Francisco Dyogo, de 15 anos, e Jhonata Ventura da Cruz, que está internado em estado grave. O incêndio ocorreu no fim da madrugada de sexta-feira (8), em uma parte do Ninho do Urubu que servia de alojamento para as categorias de base do Flamengo. No momento do acidente, 26 pessoas estavam no alojamento: 10 jogadores morreram, três ficaram feridos e outras 13 pessoas conseguiram se salvar sem ferimentos. (G1)

Vale

As consequências do rompimento da barragem de rejeitos da Vale, em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte, serão discutidas nesta semana em Comissão Geral, no plenário da Câmara dos Deputados. Com o retorno das atividades legislativas, deputados e senadores se articulam para viabilizar a criação de uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) para averiguar as condições das mineradoras em todo país. Até o momento, no entanto, só foram formalizados pedidos para criação de CPIs nas duas Casas separadamente. De acordo com o coordenador da Comissão Externa da Câmara, deputado Zé Silva (SD-MG), o Parlamento vai trabalhar para modernizar a legislação e evitar que desastres como os ocorridos em Brumadinho, no dia 25 de janeiro, e em Mariana, há três anos, voltem a acontecer no país.  “Estivemos em Brumadinho para ouvir a comunidade, e é inexplicável o sentimento de desesperança, as pessoas estão desacreditadas em punição. Há uma indignação, revolta com a impunidade”, disse o deputado à Agência Brasil. Parlamentares estiveram na região na última sexta-feira (8). Segundo Zé Silva, a comissão, composta por 16 deputados federais, trabalhará para garantir que “tragédias como essas não aconteçam mais no país”. As atividades estão divididas em dois eixos. A primeira etapa é a realização audiências públicas e a revisão das leis referentes à barragens e mineração no país, como a Política Nacional de Segurança de Barragens (Lei 12.334/10). O outro eixo é a análise de tecnologias para o monitoramento das barragens.  (Agência Brasil)

Brumadinho

O número de vítimas do rompimento da Barragem 1 da Vale, em Córrego do Feijão, em Brumadinho, subiu para 165, de acordo com dados divulgados pela Defesa Civil de Minas Gerais neste domingo. Outras 160 pessoas seguem desaparecidas após 17 dias da tragédia, ocorrida em 25 de janeiro. Dos 165 corpos encontrados, nove ainda não foram identificados pela Polícia Civil de Minas Gerais. Há duas pessoas hospitalizadas e 138 desabrigadas, que são assistidas pela Vale, sob a supervisão da Secretaria de Desenvolvimento (Impacto) Social. Das vítimas não localizadas, 38 são funcionários da Vale e outros 122 são terceirizados e moradores das comunidades ao redor que foram atingidas pela lama de rejeitos. (Rádio Itatiaia)

Repercussão

O jornal americano The New York Times estampa em sua capa deste domingo uma reportagem especial sobre o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho e destaca que outra tragédia desta magnitude poderá acontecer novamente, uma vez que o Brasil possui outras 88 barragens do mesmo tipo da barragem da Mina do Córrego do Feijão. "Há 88 barragens de mineração no Brasil construídas como a que falhou - enormes reservatórios de lixo de mineração retidos por pouco mais que muros de areia e limo. E todas, exceto quatro das barragens, foram classificadas pelo governo como igualmente vulneráveis ou piores", apontou o jornal. O The New York times destaca ainda outro dado mais alarmante: que pelo menos 28 delas ficam diretamente em cima de cidades ou vilas, com mais de 100 mil pessoas vivendo em áreas especialmente arriscadas se as barragens romperem. "No desastre do mês passado, todos os elementos para a catástrofe estavam lá: um reservatório básico de lixo de mineração construído a baixo custo, assentado acima de uma grande cidade aninhada embaixo. Avisos negligenciados de problemas estruturais que poderiam levar a um colapso. Equipamento de monitoramento que não funcionou", informou o jornal americano. A reportagem aponta também sobre a falta de regulação no setor de mineração no Brasil, destacando que "a segunda tragédia mortal no Brasil em três anos deixa claro que nem o setor de mineração nem os reguladores têm a situação sob controle". O NYT diz que embora a Vale tenha afirmado que a barragem tinha um fator de segurança de acordo com as melhores práticas do mundo e que a estrutura era inspecionada regulamente, "as questões sobre a segurança da barragem foram deixadas de lado por anos. (Estado de Minas)

Indulto humanitário

O decreto de indulto humanitário para conceder liberdade a presos portadores de doenças graves e em estado terminal está publicado no Diário Oficial da União, na seção 1, página 4. O decreto é assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Bolsonaro assinou o decreto na semana passada, enquanto se recupera da cirurgia de reconstrução do trânsito intestinal, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. A assinatura foi na presença do subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil, Jorge Antônio de Oliveira Francisco. O texto autoriza o indulto em casos específicos, como paraplegia, tetraplegia ou cegueira adquirida posteriormente à prática do delito ou dele consequente. A condição precisa ser comprovada por laudo médico oficial ou por médico designado pelo juiz executor da pena. No decreto, estão beneficiados também os presos com doença grave, permanente, que, simultaneamente, imponha severa limitação de atividade e que exija cuidados contínuos que não possam ser prestados no estabelecimento penal, desde que comprovada por laudo médico oficial, ou, na falta do laudo, por médico designado pelo juízo da execução. O indulto se estende ainda para os detentos com doença grave, neoplasia maligna ou síndrome da deficiência imunológica adquirida (Aids), desde que em estágio terminal e comprovada por laudo médico oficial, ou, na falta do laudo, por médico designado pelo juízo da execução. (Agência Brasil)

Bolsonaro

Após a cirurgia de reconstrução do trânsito intestinal, o presidente Jair Bolsonaro se recupera bem. No início da manhã de hoje (11), ele postou, na sua conta no Twitter, algumas das ações do governo federal. Bolsonaro incluiu um vídeo do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, visitando um Hospital Regional do Alto do Acre Wildy Viana. “Nos primeiros dias de governo, importantes projetos de saúde e habitação para os mais necessitados, desta vez no estado do Acre, são prioridade, incluindo socialmente dezenas de milhares de brasileiros”, disse o presidente.  No vídeo, aparecem o presidente da Caixa, o diretor do hospital e há depoimento de uma moradora da região, relatando as melhorias a partir das obras na unidade e também com outras ações na área. Segundo Pedro Guimarães, suas visitas se estendem a outros estados também. (Agência Brasil)

Inflação

Os economistas do mercado financeiro baixaram, pela quarta semana seguida, a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2019. A estimativa consta no boletim de mercado, também conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (11) pelo BC. O relatório é resultado de levantamento feito na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Para este ano, os analistas das instituições financeiras diminuíram a expectativa de inflação de 3,94% para 3,87%. Na semana anterior, o indicador havia recuado, pela primeira vez, para um patamar abaixo de 4%. Com isso, a expectativa do mercado segue abaixo da meta de inflação, fixada para este ano, de 4,25%, que tem um intervalo de tolerância - podendo variar de 2,75% a 5,75%. (G1)

Bafta

"A favorita", filme do grego Yorgos Lanthimos, conquistou neste domingo (10) sete prêmios na 72ª edição do Bafta, principal premiação do cinema britânico. Mas "Roma", a ode à infância do mexicano Alfonso Cuarón, conseguiu a estatueta mais cobiçada da noite, o de Melhor Filme. "Roma" levou também os prêmios de Melhor Filme em Língua Não Inglesa, Melhor Diretor e Melhor Direção de Fotografia, estes dois últimos para Cuarón, responsável também pelo roteiro do longa. O filme do mexicano saiu da cerimônia com quatro dos setes prêmios para os quais havia sido indicado. "A favorita" havia recebido 12 indicações. O filme venceu nas categorias de Melhor Atriz (Olivia Colman), Melhor Atriz Coadjuvante (Rachel Weisz), Melhor Maquiagem e Penteados, Melhor Design de Produção, Melhor Filme Britânico, Melhor Roteiro Original e Melhor Figurino. Além dos dois grandes vencedores da noite, a biografia de Freddie Mercury, "Bohemian rhapsody", terminou a premiação com duas das máscaras douradas do Bafta. Rami Malek subiu ao palco para receber o prêmio de Melhor Ator Protagonista e o filme de Bryan Singer - que recentemente foi acusado de agressão sexual e que foi demitido das filmagens antes do final - levou também o prêmio de Melhor Som. Já "Nasce uma estrela" levou o de Melhor Trilha Sonora, prêmio que foi recebido por Bradley Cooper, autor da trilha junto com Lukas Nelson e a ausente Lady Gaga. (G1)

 

 

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