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Entrevista - Juiz Afonso Carlos Pereira da Silva PDF Imprimir E-mail
07-Abr-2009

entrevista_juiz_afonso_carlos.jpgGeórgia Baçvaroff

Natural de Diamantina, no Alto Jequitinhonha, o juiz Afonso Carlos Pereira da Silva formou-se em Direito em 1984, na Faculdade de Sete Lagoas. Advogou por 11 anos em sua terra natal. Em 1996, entrou para a magistratura, realizando o “grande sonho” de sua vida, com o objetivo de “ser mais útil à sociedade”. Hoje, magistrado, reconhece que, “na prática, fazer a Justiça é mais difícil, pela falta de estrutura nas comarcas pequenas e pela burocracia”. Mas elogia a atuação e o empenho da Amagis no sentido de melhorar as condições de trabalho dos magistrados mineiros. “A elevação de comarcas à entrância especial, proposta pela Amagis na nova LODJ, é excepcional”, diz.

O senhor entrou para a magistratura em 1996, realizando um grande sonho. Fale um pouco mais sobre o que o motivou.
Ora, o desejo de justiça é a aspiração mais arraigada do ser humano, e a prática da injustiça é o comportamento incompatível com a paz social. Aquele desejo e este comportamento são a matéria-prima da tarefa julgadora: daí a suprema nobreza e a infinita responsabilidade do Poder Judiciário. Com efeito, de tanto ver injustiças, notadamente em desfavor dos menos favorecidos, resolvi ingressar na magistratura, objetivando ser ainda mais útil à sociedade, tendo em vista que o magistrado possui o poder de conceder direitos àqueles que efetivamente o possuem, sendo, outrossim, a Casa da Justiça onde o povo repousa a sua credibilidade e se concretiza a supremacia da Lei e da Constituição.

Diante de tantas críticas referentes à morosidade do Judiciário, ainda é possível atender bem ao jurisdicionado?
Na maioria das vezes, é possível atender bem ao jurisdicionado. Destarte, no meu modesto entendimento o magistrado deve ter uma meta diária de trabalho, separando diuturnamente os processos para despachos, decisões e sentenças, especialmente os mais urgentes. De mais a mais, para combater a morosidade da Justiça, é fundamental que não se façam mais leis procrastinadoras e que se invista em tecnologia. Como se não bastasse, lembro que, na maioria das vezes, as ações levam anos para serem julgadas, porque a legislação processual permite uma imensa gama de recursos. Nesse caso, faço questão de esclarecer que o Judiciário não pode ser o único responsável pelas demoras.

O senhor passou por quais comarcas? Fale um pouco dos trabalhos desenvolvidos pelo senhor?
Tomei posse na comarca de Espera Feliz em setembro de 1996. Posteriormente, fui transferido para Lajinha, onde tomei posse no mês de março de 1997 e tive a honra e a alegria de participar da inauguração do fórum. Tive a honra, também, de participar, juntamente com os serventuários, notadamente o senhor Luiz Carlos Graciliano Silva, da construção da nova Cadeia Pública para Lajinha e de uma cela, com camas de alvenaria e banheiro, para hospedar os condenados com direito ao cumprimento no regime aberto. Outra medida que considero positiva foi a de determinar que as prestações pecuniárias oriundas de processos criminais fossem destinadas em favor da Sociedade São Vicente de Paula de Lajinha. Dentro deste prisma, Lajinha marcou a minha vida profissional e pessoal. Na comarca de Carmo de Minas, onde tomei posse em maio de 2000, continuo fazendo trabalhos sociais, destinando as prestações pecuniárias em favor da Sociedade São Vicente de Paula, Apae, hospital local e outras entidades.

A Amagis prioriza, na atual gestão, ações de interiorização e integração. Qual é a importância desse projeto?
A Amagis, através do magnânimo amigo Nelson Missias de Morais, vem desempenhando o seu trabalho com muita eficiência e dedicação, visando o fortalecimento da magistratura mineira e a melhoria das nossas condições de trabalho. A gestão interiorizada fortalece a magistratura, fazendo com que o juiz do interior sinta-se mais valorizado e respeitado perante os seus jurisdicionados.

 
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